Um dia eu vou queimar o mundo. Ao som de uma sinfonia (a nona, óbvio idiota), vou esmagá-lo. Como um deus em perfeito juízo de completude e superioridade, vou pisar nesse esgoto e reduzir tudo em pó (cocaína, se possível). Na perfeita onisciência, vou saber de que é composto o nada, ou a idéia do nada, ou o indizível mal expresso no nada, ou nada. Vou violar as mocinhas rosinhas e virgens, fantasiadas de inocência com rostinhos angelicais e comportados vestidinhos de bolinha (sem calcinha, claro). Vou estripar velhos moralistas ancorados em livros grossos e complicados (manual de direito jurídico, vol.5, 24ª ed.), vou sapatear sobre o pseudo-metro-intelectual bêbado de razão e soberba (compre um na esquina mais próxima) que junta opostos e constrói frases geniais – ‘o homem pequeno é o maior dos homens’ - disfarce perfeito para seus paus pequenos; enfim, vou queimar o mundo, fazer duas carreiras, e ficar doidão.
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Mateus Souza
7 comments:
Achei um coco.
Mateus, não foi um cocô, não! Aliás, de quando em vez, essa é a idéia que eu tenho de Deus. Blasfêmia? Acidez? O que importa? Me diverti com esse texto!
foi bem em deus mesmo que pensava, vítor =]
Gostei também. Às vezes a vida é só isso.
tá ótimo, e se não fosse por momentos assim, seria tudo um grande e tedioso limbo. Ah!!! não gostei das mocinhas virgens....:O
muito bom...
não me importa no que pensou
mas no que escreveu....
otimo!!!
Não sei o que opinar sobre esse texto. Mas no fundo acho que gostei. Ou talvez não. Sei lá.
João Pedro Fernandes Lopes
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